terça-feira, 2 de julho de 2013

J K Rowling - biografia

J. K. ROWLING


   Joanne Rowling nasceu no dia 31 de julho de 1965, na Inglaterra. Cursou língua e literatura francesa na Universidade de Exeter. Após graduar-se, mudou-se para Londres onde trabalhou na Anistia Internacional, como secretária bilíngue e investigadora. Foi nessa época que começou a escrever a saga Harry Potter, durante uma viagem de trem entre Manchester e a estação King's Cross, de Londres.
     Viveu também em Portugal, onde ministrava aulas de inglês como língua estrangeira e vivia com seu primeiro marido. Ela não deixou de lado a saga de Harry, e sempre escrevia nas mesas de café do Porto. Quando se separou, voltou para o Reino Unido com sua filha, Jessica, e elas foram morar em Edimburgo, Escócia.
     Foi nessa cidade que Harry Potter foi finalmente publicado, após a autora ter passado por dificuldades, tendo experimentado um estado depressivo e a miséria. Foi a editora Bloomsbury Children's Books quem, em 1997 (quando a autora ministrava aulas de Francês), finalmente publicou Harry Potter e a Pedra Filosofal. Foi aí que ela adotou o 'K', de Kathleen, em homenagem a sua avó (Kathlen Ada Bulgen Rowling). Este livro teve sucesso instantâneo, e Joanne conquistou inclusive a Premiação do Livro infantil do Ano, dado pela British Book Awards, além de vários outros prêmios.
     A partir daí, Joanne pode largar as aulas de francês e se dedicar integralmente à saga Harry Potter. J.K. se tornou bilionária e, em 2001, se casou novamente, com Neil Michael Murray, com quem teve mais dois filhos. Hoje, mora com Neil e seus três filhos em Edimburgo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Gabriel García Márquez - biografia

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ

 
            Gabriel José García Márquez nasceu em Aracata, na Colômbia, em 6 de março de 1927. Seus pais, que tiveram 11 filhos, eram donos de uma farmácia na cidade e, por isso, quando criança, Gabriel viveu com seus avós maternos. Estes contavam para ele muitas histórias: seu avô, veterano de guerra, sobre seus dias como militar e a avó, mitos e lendas folclóricas. Essas histórias, assim como os próprios avós, provavelmente inspiraram o autor em muitas de suas obras. Quando seu avô morreu, em 1936, Gabriel, com oito anos, se muda com sua família para a cidade de Barranquila, onde ele conclui seus estudos.
            Por insistência de seus pais, ele entra no curso de Direito em Bogotá, mas não chega a terminá-lo. Decide se tornar jornalista, e trabalha para o jornal “El Universal”. Viveu nos Estados Unidos e na Europa, como correspondente do jornal. Também morou na Venezuela, em Cuba e no México. Neste último, inicia sua carreira literária, escrevendo roteiros de cinema. Sua primeira obra de ficção foi lançada em 1955, e se chama La Hojarasca. Sua obra mais conhecida é Cem anos de Solidão, que foi publicada em 1967.

Ganhou diversos prêmios de literatura, entre eles o Nobel da literatura (1982) e o Prêmio Neustadt de Literatura (1972). Tem dois filhos e, atualmente, está aposentado e vive em Cuba, onde luta contra um câncer linfático.

Crônica de uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez


Ficha do livro:
Título: Crônica de uma morte anunciada
Título original: Crónica de uma muerte anunciada
Ano de publicação: 1981 

SINOPSE

Crônica de uma morte anunciada conta a história da morte de Santiago Nasar. Desde o começo, todas as pessoas do vilarejo de Santiago – e até o leitor – sabem que o homem será assassinado. O narrador da história, sobre o qual pouco se explica, busca, através de conversas com moradores da vila, reconstruir as circunstâncias do assassinato. Mas como extrair a verdade dos testemunhos se as histórias se contradizem e estão repletas de parcialidade? Aparentemente, todos da vila - menos o próprio Santiago e o narrador - sabiam que Pablo e Pedro Vicário, dois irmãos iriam matar Santiago. Entretanto, ninguém tentou impedi-los, talvez por julgar o assassinato improvável demais.
O narrador descobre também a história de Bayardo San Román, um homem estranho e rico, que chegara à vila em busca de alguém com quem casar. Mas qual a relação dele com Pablo e Pedro? O que levou os irmãos Vicário a matar Nasar? Aos poucos, as peças do quebra cabeça vão se unindo, até que se descobre o surpreendente motivo do triste de fim de Santiago Nasar.









 


OPINIÃO 

       

Crônica de uma morte anunciada não segue o padrão comum à maior parte das narrativas. “No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 da manhã” – esta é a primeira frase deste curto romance. Desde o primeiro momento, o leitor sabe o que acontecera com o personagem principal no que deveria ser o final da narrativa. Nem por isso a história perde a graça; pelo contrário, é isso que a torna fantástica. García Márquez consegue criar perfeitamente os testemunhos de outras personagens em relação à morte de Santiago – eles estão repletos de parcialidade e contradições, o que os tornam muitíssimo verossímeis, de modo que não é possível saber no que acreditar.

            A narrativa segue uma estrutura jornalística, como se estivesse ocorrendo uma reconstituição de fatos em um crime. Entretanto, a poesia não é deixada de lado neste romance de rápida – e incrível – leitura. Não por acaso Gabriel García Márquez ganhou o Nobel da Literatura no ano seguinte a escrever Crônica de Uma Morte Anunciada. 

William Golding - biografia

WILLIAM GOLDING

William Golding
 
 William Gerard Golding nasce no dia 19 de setembro de 1911 em Saint Columb Minor, Cornwall, Inglaterra e estuda literatura inglesa na Universidade de Oxford. Após graduar-se, trabalha como autor e ator de teatro em pequenas companhias teatrais até que se torna professor na Bishop Wordworth’s School, uma escola em Salisburg. Com o início da segunda guerra, alista-se na Marinha inglesa e abandona o ofício de professor.
Durante a guerra, participa da ofensiva que persegue e afunda o navio Bismarck, que era alemão, bem como da invasão à Normandia (1944). Nesta segunda ocasião, comanda um lança mísseis. O horror vivido por ele na guerra faz com que acredite que “o homem produz o mal, assim como a abelha produz o mel”. Vários livros dele, como O Senhor das Moscas (1954), Queda Livre (1959) e A Agulha (1964) consolidam esta crença de Golding na crueldade natural do ser humano.
Após a guerra, retorna a Salisburg, onde volta a lecionar na Bishop Wordworth’s School até o início dos anos 1960. Seu primeiro romance, O Senhor das Moscas, é publicado em 1954 e se torna um enorme sucesso. Em 1980, seu livro Ritos de Passagem lhe rende um dos mais importantes prêmios literários do mundo, o inglês Booker Prize. Três anos depois, recebe o prêmio Nobel da literatura. Em 1988, é condecorado cavaleiro real, se tornando, portanto, Sir William Gerard Golding.

William Golding morre em Perranarworthal, Inglaterra, no dia 19 de junho de 1993, vítima de uma insuficiência cardíaca.

O Senhor das Moscas, de William Golding

Ficha do livro

Título: O senhor das Moscas
Título original: Lord of the flies
Ano de publicação: 1954













SINOPSE

            Um avião que levava um grupo de meninos para longe da guerra cai, deixando os garotos desamparados em uma ilha deserta. Os meninos sabem que precisam sobreviver e, elegem, democraticamente, um líder, o garoto Ralph. Aparentemente, tudo corria bem: havia uma fogueira fazendo fumaça para o caso de algum navio passar, havia frutas e um abrigo. Mas um boato espalhado entre os garotos menores, de que havia um grande e maldoso bicho na ilha, faz com que medo se alastre no grupo. Junto a isso, uma disputa de poder entre Ralph e Jack Merridew faz com que alguns assassinatos ocorram, e a ilha vira palco de diversas crueldades causadas por Jack e seus seguidores.




 


OPINIÃO

          


          Em O Senhor das Moscas, Golding trata sobre a crueldade dos homens. Este não é um simples livro de aventura de garotos perdidos em uma ilha que vivem bem e felizes para sempre sem os adultos. É, na verdade, um livro no qual a natureza – o instinto selvagem – prevalece sobre os modos civilizados das crianças inglesas que estão na ilha. No começo, eles tentam criar abrigos e fazer uma fogueira, por exemplo, mas, aos poucos, vários personagens deixam o instinto dominá-los, e tornam-se assassinos e passam a ter prazer em matar. Neste livro, Golding comprova sua crença, criada durante a segunda guerra mundial, de que “o homem produz o mal assim como a abelha produz o mel”, ou seja, de que o homem tem uma natureza má, cruel.


            É um livro de leitura rápida, com partes nas quais há muita tensão. Entretanto, há também momentos engraçados, principalmente com a personagem Porquinho um garoto gordo, que usa óculos e tem asma e, por tudo isso, é muito ‘zoado’ por seus colegas de ilha. O Senhor das Moscas é um ótimo livro. Recomendo.